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incontinências

para quem de sofre incontinência mental e procura respostas para assuntos deste mundo e do outro

Sala de espera

por incontinências, em 04.09.16

 

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A melhor parte de uma ida ao médico é sempre os dez minutos de espera em que nos podemos sentar, descomprimir e abrir uma revista feminina (nome que deixa algumas mulheres com fornicoques mas é o que tenho).

Eu como todo o homem que se preze vou logo à página do correio íntimo! Sem medos, ávido de informação sobre o que anda a pensar o outro lado da barricada e sobretudo sem vergonha nenhuma. Que o diga a senhora sentada ao meu lado que de janela também mirou, mirou-me e por certo reflectiu sobre temas tão importantes como sejam o coitus interruptus, os anéis retardadores ( a usar com cuidado), as bolinhas chinesas (a usar com ainda mais cuidado) ou ainda a ejaculação precoce sob o ponto de vista de uma lésbica por sair do armário. Neste último tema ficam a saber (sem amesquinhar os que já sabem e são muitos) que a ciência o chama de - é bom, não foi? - e que a medicina oriental o apelida de - iá tá- ou - como iá tá? -.

Como vêem são dez minutos de grande utilidade prévios a um qualquer e corriqueiro arranque de siso ou mesmo de um excitante (para alguns de vós) toque rectal ( coisa que eu ainda não fiz, me dizem que devo fazer e que me leva todos os dias a rezar um Pai Nosso e duas Avé Maria a Santa Próstata). Perto de literatura desta meus amigos, a Margarida Pinto Correia vira Saramago. Ou para os mais "pafianos" que estão desse lado (Sousa Lara incluído) António Lobo Antunes, que ninguém percebe (nem ele) mas é chic e super bem. Vá, não se acanhem, sugiro a TV Guia.